03 abril 2008

Retrospectiva GC # 11: Mario Party 4, 5, 6 e 7

Por Gustavo Assumpção
Desde 1999 quando a Nintendo mostrou que um game de tabuleiro podia ser interessante, Mario Party se tornou um sucesso absoluto de vendas. Foram três games para o Nintendo 64 e nada menos que quatro para o GameCube. Nesse capítulo da retrospectiva, vamos aproveitar e relembrar as versões 4, 5, 6, e 7 da série e vermos se a série conseguiu segurar o pique com tanta continuação. Caia na festa, agora!

Mario Party 4: Com visual melhor, é... melhor!

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Depois de uma inspirada mais incompreendida seqüência, a série Mario Party ganhou sua quarta versão em meio a muita expectativa. Afinal não era sempre que tínhamos a estréia num console novo. Isso significava principalmente um visual melhor que o seu predecessor. E isso realmente aconteceu. Agora a animação era mais fluente, os personagens mais bem construídos poligonalmente, há mais efeitos gráficos entre outras adições técnicas. Mas a grande inovação do game era em sua jogabilidade. Com uma quantidade maior de botões no GameCube, o gameplay se tornou mais complicado, mas também mais acessível. Talvez essa tenha sido a grande novidade do game, já que houve pouca ousadia. O game não inovou em seus modos de jogo, oferecendo mais do mesmo. Não que isso tenha sido ruim. O game divertia bastante, principalmente quando jogado com mais três amigos. Eram oito personagens jogáveis (Peach, Daisy, Mario, Luigi, Wario, Donkey Kong, Yoshi e Waluigi) e mais de 70 minigames diferentes.

Mario Party 4 vendeu mais de 2 milhões de unidades em todo o mundo. Mesmo assim, a crítica recebeu o game de forma mediana. O site IGN.com deu nota 6.9 e o Gamespot 7.2 Ambos não gostaram da falta de inovação e até mesmo de criatividade do game. Mesmo assim, elogiaram a diversão que o game proporciona. Baba-ovo como sempre, a Nintendo Power deu uma boa nota 8.4 Algumas publicações como o Eurogamer (5.0) e a famigerada Game Informer (3.0) não acharam nada divertido o game. Mario Party 4 é um bom game. Não é obrigatório em sua coleção, não te surpreende, não inova, não é tecnicamente perfeito, mas mesmo assim diverte. Diversão não é tudo, mas é fundamental.

Mario Party 5: Mais do mesmo refinado

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Pouco menos de dois anos depois do lançamento da quarta versão a série ganhava mais uma continuação. Dessa vez, os minigames eram bem mais inspirados, não que isso fosse uma boa garantia de diversão, mas já era alguma coisa. Havia também um modo Story bastante completo e o número de personagens havia aumentado para 10 (Mario, Luigi, Pal mais cartunesco e apresentável dos personagens, nos tabuleiros maiores e mais vivos e prineach, Boo, Yoshi, Wario, Waluigi, Daisy, Toad e Koopa Kid). A centralização dos tabuleiros era no mundo dos sonhos, o que soava uma tentativa de recriar a franquia. Do ponto de vista técnico, um salto considerável havia se dado desde o último game. Isso ficava bastante evidente no visucipalmente nos efeitos gráficos mais competentes. Por outro lado, a trilha sonora era a pior até então, combinando músicas que pouco tinham a ver com a temática do game. Eram muito toscas pra falar a verdade. Mesmo assim, no aspecto geral, a quinta versão era melhor que a quarta. Principalmente pelo modo Story e pela quantidade maior de minigames e personagens.

Mario Party 5 vendeu pouco mais de 1,5 milhão de unidades. Menos que o anterior, mas mesmo assim um número respeitável. O game foi eleito em 2005 como melhor game para crianças no Console Children Awards (ou seja, esse prêmio não vale nada). Na crítica especializada, controvérsia. O IGN melhorou sua nota com relação a quarta versão em 1 ponto (de 6.9 para 7.9). O Gamespot o avaliou com 6.9 e a Nintendo Power mais uma vez com 8.4. O número de notas baixas subiu com um sonoro 2.0 da Game Informer e 5.0 de várias publicações (Edge, Eurogamer, NTSC UK entre outras). Pensando pelo lado gamer, Mario Party 5 é um game muito melhor que a quarta versão. Não que isso o coloque no patamar dos jogos que você nunca deve ficar sem jogar. É um game muito bem feito, visualmente correto, com uma trilha sonora péssima e o melhor modo Story da série. E diverte. Se quiser arriscar ainda hoje, fique a vontade, mas não sei se vão te satisfazer.

Mario Party 6: Fala que eu te escuto... Ou não!

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Depois de um bom quinto capitulo da série, a sexta versão chegou em 2004 com uma grande inovação: era o primeiro game do GameCube a fazer uso de um microfone. O que isso acrescentaria para o game era um mistério até que o game saiu em novembro. Depois do lançamento e da primeira jogada, ficou claro que o novo instrumento não trouxe nada de muito grandioso ou inovador. A jogabilidade dos minigames ainda é a mesma e eles também ainda são os mesmos... Pequenas alterações gráficas não alcançaram o efeito desejado: as texturas estão mais pobres e os modelos poligonais mais simples. A trilha sonora continuou sem inspiração (mas as vozes são ótimas). O uso do microfone é pouco e falho algumas vezes. Mas duas coisas merecem destaque: o bom modo Single Player (Story) e os tabuleiros bem interessantes. Mas sinceramente a série dava sinais de desgaste grave já. Não se mexeu em nenhum dos esquemas dos controles e das opções. A sensação era de estar jogando a terceira versão pela terceira vez.

Devido a essa decisão da Hudson de seguir o “em time que está ganhando não se mexe”, as avaliações das principais publicações caíram. O IGN avaliou o game como 7.0 e o Gamespot repetiu o 6.9. Até mesmo a Nintendo Power descontou mais nota, avaliando o com 7.6. O Eurogamer abaixou a cotação do game para 4.0, mas dessa vez a Game Informer avaliou com 6.25. As vendas foram mais uma vez boas, mas nada que apague a falta de brilho dessa sexta versão. Fica claro que ela foi feita apenas para encher os bolsos da Nintendo e também da Hudson. Em grupo continua divertindo, mas por muito menos tempo do que das outras vezes. A sensação é de que a fórmula esgotou, infelizmente.

Mario Party 7: Agora chega, né?

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Se com a sexta versão a sensação era de que já estava de bom tamanho, essa sétima causava uma estranha irritabilidade no jogador, talvez vítima da repetitividade ferrenha do game. Sei lá o porque, mas o game não divertiu mais. Apesar do visual ser o melhor da série até então e das animações estarem num nível excelente, a sensação é de que já chega de continuações. Essa sétima versão era mais longa e complexa, com um uso mais incisivo do microfone e uma jogabilidade até mais apurada. Mas sei lá, o game é tão mais do mesmo que fica difícil não desligar o console nos primeiros minutos. Além da falta de inovação o game exagera demais nas opções de customização. São dezenas de menus a toda hora na tela. O multiplayer dessa vez com oito jogadores segura um pouco, mas não tira a sensação de que poderia ter sido melhor, se tivesse inovado e ousado mais.

Essa falta de criatividade refletiu nas notas que o game recebeu pelo mundo. O IGN mais uma vez deu um 7.0, o Gamespot abaixou sua análise para 6.5 e a Nintendo Power para 7.5. O número de publicações que avaliou o game com notas ruins foi imenso, incluindo 3.0 do Eurogamer e 4.0 do 1UP. A GameInformer dessa vez deu 5.0. Resumindo: é um game sem nada de novo e que não vale a pena. Compre a quinta versão que você será mais feliz.

No GameCube, a serie Mario Party viveu seu céu e seu inferno. Ao todo vendeu mais de 7 milhões de unidades (juntando todas as versões) e ganhou muitos dos jogadores. Mas ao mesmo tempo em que divertia, a série se desgastava, ponto que vai atingir o ápice em Mario Party 8 do Wii. Talvez falte uma ousadia mais exacerbada por parte da Nintendo. Talvez falte mais vontade de agradar o jogador e talvez falte mesmo é empenho. Mario Party foi bom demais para ser tão maltratado assim.

Um comentário:

Anônimo disse...

Fala sério, MP7 é o melhor da série... jogo ele a 3 anos e não enjoa, o game é ótimo.